Miina: vestidos clássicos e atemporais em slow fashion

Miina faz vestidos fluidos, atemporais, no melhor estilo casual chic ao mesclar conforto e praticidade ao uso de tecidos nobres e cortes clássicos. O processo de produção quase artesanal segue o ritmo slow fashion [movimento de desaceleração do consumo] traduzido nos cortes, na matéria-prima nobre, estampas especiais e no fazer de qualidade.

Uma das sócias, Cha Ferreira, publicitária com especialização em moda, cool hunting (antecipação de tendências) e varejo de moda, conversou com a coluna sobre os princípios do Consumo Consciente que guiam a atuação da marca, que pelo menos duas vezes ao ano desembarca em Brasília.

Os vestidos da Miina não seguem tendências, cartelas de cores, key items (peças-chave) ou sazonalidade. “São peças atemporais, porque queremos que sejam longevas no guarda-roupa. Nada que seja facilmente descartado”, comenta a brasiliense, que atuou por 20 anos em grandes empresas de moda até que, em 2015, resolveu empreender voo próprio com a sócia carioca Flávia Martins, graduada em Moda e Gestão de Varejo e também com experiência em grandes empresas do setor.

As coleções nascem de um trabalho minucioso de garimpo de tecidos. Na mesa de costura, o desperdício é zero. Os retalhos são guardados para uso em outros produtos. Tem sido assim desde que as meninas iniciaram a produção. A versatilidade e a praticidade dos vestidos também contribuem para maior usabilidade.

A marca está sempre buscando matéria-prima de qualidade para entregar um produto com valor justo. A mão-de-obra é local, lá na Cidade Maravilhosa. A primeira fornada de vestidos da Miina foi produzida por uma ONG de costureiras do Morro Santa Marta. A entidade acabou encerrando os trabalhos, mas as sócias continuaram a contratar o mesmo grupo de profissionais. “A Miina nasceu de um forte desejo de somar ao vestir uma experiência de valorização do feminino, além da vontade de libertação das imposições do mercado da moda”, pontua Cha.

A dupla também faz questão de manter a produção pequena. “Queremos essa mão de ateliê, coisa que em uma grande estrutura, como em uma fábrica, por exemplo, acaba se perdendo. Não trabalhamos com volume. Nossas grades são superenxutas, para proporcionar certa exclusividade das peças”, descreve Cha.

Em sintonia com o conceito de colaboração, sustentado pelo Consumo Consciente, a Miina integra a Malha, um local no Rio de Janeiro que conecta criadores, empreendedores, produtores, fornecedores e consumidores. A iniciativa atua como plataforma para o ecossistema da moda e desempenha funções múltiplas: espaço de coworking (trabalho colaborativo) e de cosewing (costura colaborativa), comunidade, escola e laboratório de experimentação. O propósito é construir uma moda sustentável, colaborativa, local e independente (em breve vamos falar sobre iniciativas semelhantes que estão pipocando em Brasília).

 Serviço:

Miina
Ateliê Miina | Malha (Facebook: @malha.cc)
Rua General Bruce, 274 – São Cristovão 20921 – 900, Rio de Janeiro – RJ
www.miina.com.br
contato@miina.com.br
facebook/miinabrasil
instagram/miina_oficial

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