Helmet: moda praia ‘fora da caixa’, personalizada e atemporal

Virar de cabeça para baixo e sacudir a caixinha de padrões da indústria de moda praia. Apostar no atemporal e no personalizado. Diminuir o ritmo e mudar o ciclo. Essa é a lógica da produção slow fashion da Helmet, marca brasiliense comprometida na essência com a prática do Consumo Consciente. E, claro, mais uma opção do nosso guia de compras natalinas em sintonia com a vibe da sustentabilidade. Além de que “vem chegando o Verão, um calor no coração!,” na voz de Marina Lima, né gente? 😉

A coluna conversou com a idealizadora da marca, a administradora e publicitária Daniela Pesce, sobre a motivação para apostar num negócio cujo ponto de partida é inverter o jeito de fazer biquínis e maiôs. Para começar, quem diz o que quer é a consumidora, não o contrário, como é o default [modo padrão] do setor. Os criativos fazem testes com as clientes e acatam as sugestões. Desde que primeira coleção foi criada, em 2012.

Outro ponto-chave da inovação proposta é a escolha dos materiais utilizados. Como pequenos produtores como a Helmet não têm acesso aos grandes fornecedores, pois o mercado trabalha com uma quantidade mínima de venda superior ao que eles conseguem comprar, a marca precisou se adaptar às matérias-primas disponíveis na cidade. Logo, são realizadas compras em menor escala de pequenos fornecedores locais.

“A Helmet também procura fugir do padrão de coleções atualmente praticado no mercado. Muitas vezes lançamos peças novas no meio das coleções, em outras não lançamos as coleções no calendário tradicional. Acreditamos que as peças precisam ser atemporais”, explica Daniela.

A demanda é que leva à produção. A modelagem é própria e maior que a padrão, em resposta ao que o público da marca pede. (Ninguém é obrigada a pagar peitinho, cofrinho e afins se não estiver a fim). Cada tesourada é pensada milimetricamente para proporcionar conforto. As estampas são exclusivas, ancoradas na crença de que cada um é cada um. (Não é lei usar biquíni de lacinho nem de florzinha).

Os processos são pensados para minimizar os impactos que a produção gera. Desde o início, a ideia foi ter uma marca local, com atitudes mais conscientes tanto social quanto ambientalmente”, atesta Daniela.

A pequena escala de produção permite eliminar desperdícios. “No momento do corte do tecido, conseguimos reaproveitar retalhos para novos produtos. As faixas são usadas para organizar o ateliê: na amarração de peças, na limpeza do ambiente e no que a imaginação puder criar”, conta Daniela. Pedaços muito pequenos são doados para instituições que trabalham com pathwork [artesanato que utiliza pequenos retalhos]. Na grande indústria, seria tudo descartado imediatamente.

A marca realiza campanhas e ações (e pretende fazer isso com maior frequência em 2017) para disseminar os conceitos do consumo consciente e como praticá-lo. “Acreditamos que o único meio de mudar a forma de consumo é conscientizando o próprio consumidor. As marcas de massa jamais terão o interesse em passar essa mensagem, pois teoricamente isso vai de encontro com o que elas querem: venda a todo custo”, avalia Dani. [#tamojunta]

Serviço

Helmet
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