Maria Xita: artes e belezuras para vencer a tristeza

A tristeza é senhora, poetizam Gil e Caetano. Essa madame pode ser aliada para mudanças, positivas ou negativas, ociosas ou produtivas. A consultora em educação e projetos sociais Kátia Chagas, a Kaká, trilhou a positividade, recorreu ao artesanato para superar uma depressão e iniciou uma nova jornada criativa que a levou a criar, em maio de 2012, a Maria Xita – Arte e Belezuras.

Graças a uma rede amorosa de apoio, Kaká aprendeu novas habilidades manuais como forma de terapia. “Eu adoeci, tive uma depressão pesada e um grupo de amigas quis me ajudar. Para isso, começaram a fazer encontros e a me ensinar a fazer várias coisas de artesanato”, recorda.

Ela tomou gosto pelas linhas, agulhas e lindezas e fez um curso rápido para aprender a costurar bolsas. “Eu não sabia fazer nada, nem pregar um botão e, de repente, estava ousando e fazendo de tudo um pouco”, exibe-se.

Os produtos começaram a ser elogiados e a veia empreendedora de Kaká pulsou forte e eis que surgiu a Maria Xita. A parceira e sócia dessa caminhada chama-se Edileusa. “É uma costureira de mão cheia. Ela trabalhava comigo com empregada doméstica, hoje trabalha comigo no ateliê”, comenta.

Somente a partir de 2016 a marca recebeu investimento de verdade na produção e divulgação. A expectativa é que 2017 seja um ano de muito trabalho nesse sentido. “Já em janeiro lançaremos produtos novos”, antecipa a empreendedora que pretende viver de suas artes e belezuras.

Maria Xita produz bolsas, carteiras, necessaires, porta-utilidades, – como capas removíveis para livros, caderneta de vacinação, agendas e tablets – bordados personalizados, aventais, toucas, luvas para cozinha etc. Mas o limite é a imaginação, e a marca aceita produtos sob encomenda.

O principal canal para selecionar as matérias-primas para as fofuras da Maria Xita é por meio de indicação de outros artesãos. Kaká e Edileusa não param de buscar novidades pela internet, em cursos na tevê, em lojas especializadas, em feiras…

Maria Xita está em total sintonia com o Consumo Consciente e é uma das alternativas para o nosso guia de compras natalinas. A marca trabalha principalmente por encomendas. “Isso exige mais contato e articulação na relação com o cliente, mas permite que a gente compre os materiais que o produto vai utilizar, sem se preocupar com grandes estoques, o que gera grande desperdício”, pondera Kaká.

Aliás, desperdício é uma questão muito bem resolvida na Maria Xita. Os retalhos e restos de materiais, quando podem ser aproveitados, são utilizados em outros produtos de tamanho menor. “O que não aproveitamos, doamos para pessoas ou instituições que podem aproveitar na confecção de peças de artesanato e reciclagem. As sobras de materiais que não são reaproveitados são separados do lixo comum e colocados no lixo reciclável”, informa Kaká.

A dupla tem ainda a preocupação de criar, além de produtos para beleza pessoal e para casa, peças utilitárias e com durabilidade. “Cuidamos bastante do acabamento e escolhemos materiais de qualidade que permitam que as peças durem mais, desde que utilizados e higienizados da forma correta. Informamos como o cliente deve lavar as peças para garantir isso”, destaca.

As artes e belezuras podem ser encontradas em lojas colaborativas, feiras de produtores independente, encomendadas pela internet ou por telefone.

 

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