Minha Colombina: fantasias de carnaval feitas com afeto caseiro

O carnaval está chegando e a Minha Colombina é uma opção brasiliense de se montar para o Reinado de Momo no ritmo do Consumo Consciente. A marca foi inspirada em uma tradição feminina e familiar de corte e costura. A jornalista Maria Oliveira, 32 anos, é da terceira geração criada em meio a tecidos, linhas e botões e, na época do carnaval, tules, chitas, paetês, lamês, lantejoulas, miçangas e brilho. As fantasias carnavalescas são idealizadas e produzidas em uma escala “casa de vó”, totalmente caseira.

A produção é feita pela mãe de Maria, Marcélia, pela tia Maria Abadia, e Jane Fernandes, mais recente integrante da mini-cooperativa para produção de trajes para o reinado de Momo. A divisão dos lucros é a mesma desde que a Minha Colombinaentrou em operação, em 2016. “Descontamos os custos de produção (a maior parte é com tecido) e as costureiras ficam com o lucro”, atesta Maria.

A avó de Maria, Orieta Lopes, começou a costurar muito jovem, era um ofício familiar transmitido entre as mulheres. A matriarca fez da habilidade com tecidos e aviamentos uma fonte de renda. Maria cresceu vendo a avó receber as clientes, correr para entregar peças no prazo e fazer roupas para a família. “Eu era adolescente e ela fazia as minhas roupas para ir às festinhas. Até na faculdade vestia roupas feitas pela minha avó”, recorda.

Para o carnaval de 2014, Maria bolou muita coisa bacana para ela e as amigas. Calhou de a mãe, professora de história, aposentar-se naquele período e ingressar em um processo de reinvenção pessoal no qual resgatou a habilidade passada entre as mulheres da família e comprou uma máquina de costura. Rendeu um monte de fantasias originais.

Dois anos depois, em 2016, Maria teve a ideia de fazer saias de tule para vender para as foliãs e houve uma explosão de interesse. Surgia a Minha Colombina. Foi criada uma página no Facebook e uma conta no Instagram para facilitar a comunicação e mostrar os modelos de tutus para vender.

Com foliãs interessadas nas lindezas da Minha Colombina e ciente de que a produção familiar não daria conta de entregar tudo, Maria resolveu chamar outras costureiras, à medida que as encomendas cresciam. “Minha tia também está se aposentando. O bacana é que me deixa mais perto da minha mãe e tia. Outro dia, me vi comprando tecido no Taguacenter com as duas e na companhia da minha avó”, conta.

O empreendimento está apenas começando e Maria enxerga muitas possibilidades. “Fazer um teste agora no carnaval e, quando a festa passar, aproveitar o público para apresentar algumas peças exclusivas, trabalhar com chita”, planeja. Por outro lado, ela está antenada com o plano de crescimento da marca e se preocupa com a logística para atender os clientes.

O foco principal da Minha Colombina são mulheres com idade entre 20 e 40 anos. “Mas já fizemos e fazemos peças para homens também”, informa Maria. Ela pesquisa e pensa as peças e leva as encomendas para as costureiras de forma voluntária. As fantasias são feitas por encomenda e, algumas, a pronta-entrega.

Os tecidos e aviamentos da Minha Colombina são comprados de fornecedores locais que ofereçam menor preço para produtos com qualidade. A marca utiliza, principalmente, chita, lamê e paetê. “Nós tentamos trabalhar com tamanho único para facilitar para as clientes. Peças de elástico são adaptáveis para vários tamanhos. Alguns modelos são sob medida,” descreve.

As fantasias estão à venda nos canais da Minha Colombina nas redes sociais (serviço no final deste post). “Queremos expor com alguns parceiros. O Coletivo Labirinto está organizando festas de pré-carnaval no Setor Comercial Sul, além de algumas feiras. Tivemos parceria com o Bloco do Amor e Essa Boquinha eu Já Beijei”, avisa.

Serviço
Minha Colombina
Instagram: @minhacolombina

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