Purpurinárias: carnaval o ano todo

Já preparou a fantasia de carnaval? Que tal dar uma olhada nas tiaras temáticas e feitas à mão da Purpurinárias? Os acessórios cheios de irreverência, estilo e brilho vão dar o toque que faltava ao seu traje para o Reinado de Momo.

A marca começou quando a mestranda em tradução da Universidade de Brasília, Lorena Rabelo, 24, e duas amigas de curso participaram de um evento de brechós, em abril de 2016. “Como eram muitos brechós, eu queria algo que chamasse atenção, então resolvi fazer tiaras de unicórnio”, recorda.

As tiaras ficaram tão lindinhas que foram feitas mais peças para venda. Não deu outra, todas foram vendidas e surgiu o embrião da Purpurinárias. Lorena e as amigas começaram a participar de eventos itinerantes da cidade para mostrar e vender os acessórios originais.

Ao modelo de unicórnio, somaram-se os Frida Kahlo e Alce. “Até que tivemos a ideia de oficializar o rolê e criar uma marca e páginas no Instagram e Facebook”, diz Lorena.

O trabalho, as ideias, o nome da marca e o público-alvo foram influenciados pelo universo LGBTT. “Sempre frequentamos festas e lugares onde o carnaval acontece o ano inteiro, com purpurina nos rostos de todos, muito amor e respeito no ar e é isso que nos inspira”, enfatiza.

O que começou como uma fonte de renda extra, tomou proporções maiores. Nas festas que frequentavam adornadas com as tiarinhas, o sucesso foi absoluto e quem via queria comprar. A conta do Instagram bombou de seguidores e encomendas.

Meses depois, em junho de 2016, a Purpurinárias ganhou a parceria da Conspiração Libertina [outra marca brasiliense que também produz fantasias e sobre a qual falaremos em breve] que dura até hoje. “Dividimos eventos, projetos e participamos da Parada LGBTT de Brasília. Depois disso, veio o Halloween, em seguida Natal e Ano Novo, uma série de vitórias para a marca”, orgulha-se.

Neste carnaval, as duas sócias fundadoras – Angélica Almeida, 26, e Eliane Leal, 24 – foram levadas para outros caminhos. As vagas foram ocupadas pela mãe de Lorena, Cristina Melo, 54, e a prima, Natália Travassos, 21. Agora, a produção é familiar. “Estamos nos virando nos 30 para atingir a demanda de carnaval que é enorme para uma marca tão pequena e jovem ainda”, celebra.

Na Purpurinárias, o carnaval dura o ano todo. “Todo mundo quer ser unicórnio, mesmo depois que passa a folia. Me surpreendeu bastante no começo, mas acho lindo isso”, comenta. A marca tem planos de aumentar o catálogo de produtos e apostar e outros seguimentos, mas, por enquanto, só trabalha com acessórios purpurinados.

A produção da Purpurinárias é totalmente manual e artesanal. As matérias-primas – biscuit [massa de porcelana fina] dos chifres, flores, folhas, tiaras, fitas de cetim, feltro, conchas, miçangas etc. – são compradas em casas de artesanato e armarinhos, principalmente em Taguatinga.

“Enrolamos as tiaras com fita, tingimos o biscuit, fazemos os chifres, esperamos secar, depois pintamos e purpurinamos, costuramos as orelhas, colamos as flores, pintamos, bordamos e fazemos o que mais for preciso para criar modelos lindos, bem feitos e bem acabados”, descreve. Lorena e as sócias estão sempre dispostas a aprender novas técnicas para trabalhar com novos materiais. Como o trabalho com arames, que as meninas estão treinando para criar coroas nos próximos meses.

As artesãs são adeptas da campanha Compre do pequeno, compre de quem faz como forma de movimentar a economia local, além de incentivar e reconhecer um trabalho que é também uma arte. “Não criamos produtos para serem usados em uma festa e descartados. Se bem cuidados, não precisam ser comprados novamente”, atesta.

Os produtos da Purpurinárias estão à venda em lojas colaborativas, feiras de produtores independentes e por encomendas diretas.

Serviço
Purpurinárias
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Whatsapp (61) 99669-4779

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