Conspiração Libertina: tatoos temporárias para empoderar mulheres, LGBTT e negros

O carnaval já começou com as prévias carnavalescas batucando pela cidade afora. Para quem ainda não tem o look para o Reinado de Momo, as tatuagens temporárias da Conspiração Libertina são opções cheias de glitter, descontração e ativismo e que completam qualquer fantasia.

A marca ativista surgiu em agosto de 2015 com o propósito de empoderar minorias: mulheres, LGBTT e negros. “Foi provocada por nossa necessidade de encontrar produtos com as temáticas pelas quais militamos e que nos são tão caras”, explica a designer Gabriela Alves, 31, sócia-fundadora da marca.

O empreendimento é liderado por mulheres comprometidas com a prática do comércio acessível, ético e sustentável, e reverte todo o lucro para as causas nas quais atuam. O negócio social tem ainda como sócias-fundadoras a também designer Luciana Lobato, 28, e a produtora e jornalista Carol Ferrare, 31, que agora tomou novos caminhos e cursa veterinária.

O objetivo da Conspiração Libertina é propor uma mudança na mentalidade social a médio e longo prazo. “Por meio dos nossos produtos buscamos instrumentalizar indivíduos em suas reivindicações e possibilitar que sejam agentes de transformação em qualquer ambiente”, comenta Gabriela.

“No carnaval, o clima de festa, bebida e pouca roupa contribuem para a normatização de abusos injustificáveis e o desrespeito de nossas escolhas. É um período em que se posicionar é fundamental para garantir segurança e respeito durante a folia. Mas carnaval também é alegria, diversidade e amor, e nossas tatuagens temporárias preenchem ambos requisitos”, explicam Gabriela Alves e Luciana Lobato, criadoras da Conspiração Libertina.

Durante o período carnavalesco o foco da marca são as tatuagens temporárias, que mandam recados sérios sem perder a descontração e a espontaneidade. Durante a folia de 2016 as tatoos ganharam as peles e as ruas de Brasília e de outras cidades e reivindicaram o fim do assédio com desenhos como “Não sou obrigada”, “Não é não” e “Meu corpo minhas regras”.

Para o carnaval 2017 foram criados novos modelos de tatuagens temporárias como “Respeita as minas, as manas, as monas”, “Sou Afro”, “Útero Laico”, além da bem-humorada “Sai hétero”, especialmente para o público LGBTT. Ao todo, são 20 desenhos de tatuagens, sendo seis lançamentos.

A aplicação dos desenhos é simples, feita apenas com água sobre a pele limpa e seca. Duram uma média de três dias e podem ser removidas com álcool e/ou demaquilante. São atóxicas, certificadas pelo INMETRO e não recomendáveis para menores de três anos.

Além das tatuagens temporárias, a Conspiração Libertina também tem adesivos, ímãs, pôsteres, camisetas e eco-bolsas. As meninas estão em busca de novos produtos que sejam inovadores, úteis e comunicadores das causas, no intuito de expandir o alcance da marca e mantê-la em constante renovação.

Cerca de 90% dos produtos são feitos em Brasília, por fornecedores locais, a maioria pequenos empreendedores. A eco-bolsa, por exemplo, foi feita em parceria com As Candangas, um grupo de mulheres costureiras da periferia de Planaltina (DF) que reaproveita banners publicitários.

Além de porta-vozes de causas sociais de minorias, a Conspiração Libertina tem sintonia com o Consumo Consciente. A qualidade dos produtos tem compromisso com a durabilidade para evitar o descarte precoce. As quantidades produzidas são realistas e de acordo com o volume de vendas para não fazer estoque, minimizar perdas e desperdício.

A prioridade são os fornecedores locais, do Distrito Federal, para contribuir para a economia local e evitar o deslocamento desnecessário dos produtos por vias aéreas ou terrestres. “Ao longo do ano, concentramos os envios por Correios uma vez na semana”, informa Gabriela. Os produtos da Conspiração Libertina estão à venda na loja online da marca, em feiras e eventos e na loja colaborativa Endossa na Asa Norte.

Serviço
Conspiração Libertina
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conspiracaolibertina@gmail.com

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