Mercado orgânico: impulsionado por soluções da economia criativa

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A Revolução dos Orgânicos está despertando gente mundo afora para repensar o atual modelo de produção de alimentos e tem o talento humano, base da Economia Criativa, como fio condutor. Aqui no Distrito Federal, acordam cada dia mais empreendedores criativos para essa missão pela sustentabilidade. O cerrado tem solo fértil para iniciativas de agricultura familiar, orgânica e agroflorestal, Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA), cooperativas e associações, hortas comunitárias e feiras de pequenos produtores. Mais do que uma tendência alimentar, o consumo de alimentos livres de agrotóxicos é uma opção por um estilo de vida saudável, comprometido com ética, manejo sustentável dos recursos naturais, segurança alimentar, preço justo e valor social.

A alimentação é a base da existência humana. Desde que a humanidade deixou de ser coletora e caçadora, 10 mil anos atrás, manipula plantas e animais para produzir alimentos. Há 200 anos, a indústria se tornou o suporte da agricultura com máquinas de semear, colher e irrigar, refrigeradores para conservar e navios, caminhões, trens  e aviões para transportar; fertilizantes e inseticidas artificiais e um arsenal de hormônios e medicamentos para mais produtividade. A agropecuária é a base de toda a ordem socioeconômica moderna e fez o ser humano crer estar livre do ecossistema. Florestas derrubadas, pântanos drenados, rios represados, planícies inundadas, habitats destruídos e espécies extintas. A Natureza foi transformada com degradação ecológica, aquecimento global, aumento do nível dos oceanos e poluição.

No Quadradinho, a Revolução dos Orgânicos desponta. O maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, elevado nível de escolaridade e de consciência ambiental, fazem do DF um dos maiores consumidores de orgânicos do país. Aqui fica a sede da Embrapa, responsável por planejar, supervisionar, coordenar e controlar as atividades relacionadas à execução de pesquisa agropecuária e à formulação de políticas agrícolas.

O gerente do Escritório de Brasília (Embrapa Produtos e Mercado), o engenheiro agrônomo Isaac Leandro de Almeida, comenta que, sob o ponto de vista técnico, o DF tem condições climáticas muito interessantes para a produção de várias espécies agrícolas, sobretudo hortaliças. “A própria diferenciação entre o período da seca (de maio a setembro) e período chuvoso (de outubro a abril) funciona na agricultura com importante fator de quebra de ciclo de muitas pragas e doenças”, diz.

isaacembrapa“Paradoxalmente a expansão do mercado de alimentos orgânicos está limitada, principalmente pela baixa oferta do produto e reduzida variedade. Isso torna a atividade econômica criativa ligada a agriculta orgânica extremamente interessante e rentável.”
Isaac Leandro de Almeida, Embrapa Produtos e Mercado

O DF tem ainda a Emater, que promove o Programa de Agroecologia cujo objetivo é ampliar o enfoque agroecológico nas propostas de desenvolvimento rural do DF, com novas bases metodológicas, técnicas e científicas e contribuir para aumentar a produção de alimentos saudáveis pela construção de sistemas de base ecológica. Na Universidade de Brasília, o Centro de Desenvolvimento Sustentável – CDS é uma unidade permanente de ensino, pesquisa e extensão para promover a ética da sustentabilidade, por meio do diálogo entre saberes, da construção do conhecimento e da formação de competências.

A Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) realizou o estudo Mercado de Produtos Orgânicos (julho de 2015), que mostra que esse tipo de cultivo favorece a cadeia produtiva, protege as gerações futuras e o meio ambiente, contribui para o fim do envenenamento de agricultores e cria novas oportunidades de trabalho com inclusão social. O documento aponta que, na atualidade, repensar a qualidade da alimentação significa ampliar a consciência para conhecer todos os meios e elementos envolvidos na produção e no preparo das refeições. O levantamento também mapeou os números do setor.

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Outro estudo da Codeplan foi Motivações para o Consumo de Alimentos Orgânicos (março de 2016)  para entender o que leva o morador do DF a consumir orgânicos. Há inúmeras e diversas razões para essa escolha, mas o fundamental são os nutrientes livres de agrotóxicos, benefícios para a saúde e preservação da natureza. Além da preocupação com o desenvolvimento sustentável e inclusão social, que levam essas pessoas a serem fiéis em suas escolhas por acreditarem que os alimentos orgânicos são capazes de conduzir a valores como bem-estar, prazer e qualidade de vida. Essa decisão não está restrita a hábitos pessoais e familiares, mas também com o benefício coletivo.

O consumidor orgânico tem duas categorias: os mais antigos, motivados, bem-informados e exigentes quanto à qualidade do produto e que frequentam feiras verdes; e os das grandes redes de supermercados. O consumidor antigo é dominado pelas mulheres  (66%) profissionais liberais com idade entre 31 e 50 anos (62%), com curso superior, praticantes de atividades físicas (54,9%), em busca de um estilo de vida saudável e frequentadoras regulares de parques e bosques (62,9%). Entre elas está a jornalista Patrícia Cunegundes, 44, moradora da Asa Sul. Para ela, frequentar feiras é como voltar à infância. Um hábito que tinha perdido, mas que resgatou há uns dois anos.

titaconsumidora“Há duas feiras de orgânicos perto de casa, então quando perco a hora da Ceasa, no sábado, faço minhas compras semanais a pé. O que falta em uma, encontro na outra. Além de ser mais saudável, tem a socialização, a troca de receitas… Ah, e, claro, um entendimento maior sobre os ciclos da natureza: indo a feiras a gente entende que não dá para comer morango o ano inteiro.”
Patrícia Cunegundes, consumidora de orgânicos

As pessoas que optam pelas feiras orgânicas não o fazem apenas para comprar produtos. Elas procuram interagir com os produtores e outros consumidores para trocar experiências, saberes e ressaltar a valorização sociocultural da região. Para essas pessoas, o preço pago na feira não é tão relevante quanto para aquele que frequenta as redes de supermercados, que tem o preço gasto como fator determinante em sua escolha, mesmo sabendo dos atributos benéficos do produto.

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Histórias do mercado orgânico do DF

Conexão com o produtor
Ubaia tem como missão usar a tecnologia para conectar o consumidor ao pequeno produtor rural e levar mais saúde para quem compra e melhor remuneração para quem cultiva orgânicos. A iniciativa monta cestas com produtos orgânicos certificados e selecionados por médicos e nutricionistas para venda on-line e pratica o comércio justo. A startup social foi acelerada, em 2015, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do DF (Fap-DF). O piloto da plataforma entrou no ar em novembro de 2016, com foco em Brasília. O projeto tem a parceria da Agroorgânica, uma associação que conta com cerca de 50 pequenos produtores do Distrito Federal.

Uma das sócias do Ubaia, Guaíra Flor, comenta que as pessoas estão se conscientizando que cuidar bem saúde não é ir ao médico e fazer um checkup. “Cuidar da saúde é se alimentar bem, buscar qualidade de vida. E os orgânicos são uma excelente opção para quem busca essa nova forma preventiva de cuidar da saúde. Até bem pouco tempo era difícil encontrar orgânicos em Brasília, a preço Justo, mas isso está mudando”.
Ubaia: conecta você ao pequeno produtor rural

guaraubaia“Tem um monte de gente que veste essa camisa e está se unindo para levar os orgânicos do produtor rural direto pra casa das pessoas. O objetivo é criar uma relação positiva para ambas as pontas: levar mais saúde para quem compra e criar uma fonte de renda fixa para quem produz.”
Guaíra Flor, Ubaia

Clube de compras
Feira Moderna é um grupo de compras coletivas de hortigranjeiros e itens de primeira necessidade, sem fins lucrativos e com objetivo de baratear a feira semanal A experiência ensina que compras coletivas são mais econômicas e a partir da necessidade e não do impulso. Os produtos distribuídos são orgânicos certificados, com selo. Os fornecedores são produtores do DF e Entorno selecionados por critérios de qualidade dos produtos e preço. Há também frutas e legumes vindos de São Paulo e importados da Europa, além de alguns itens processados, como geleias, compotas e desidratados.

O empreendedor Cristiano Barbosa conta que com pouco mais de um ano de funcionamento, a Feira Moderna continua o projeto de levar produtos orgânicos às pessoas com o menor custo possível. “Tivemos de reavaliar algumas condições de participação, como o repasse dos produtos com margem mínima apenas aos que mantenham a parceria. Quem pede esporadicamente recebe os produtos pelo preço de mercado”, diz.

Outra medida a ser adotada é a criação de uma loja virtual com maior oferta de produtos, diferente do que acontece hoje por meio do Facebook. “A rede social não é o canal preferido dos parceiros, daí a ideia de abrir um canal de e-commerce para facilitar o contato e ampliar o grupo de parceiros. Para 2017 tentaremos ampliar os pontos de contato com os consumidores e parceiros, a exemplo do que hoje acontece na Feira da 214 Norte”, antecipa.
Feira Moderna: produtos orgânicos geram saúde para a família e para o bolso

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Feira 214 Norte

Não é consumidor, é co-agricultor
A tecnologia social CSA sinaliza que nada será como antes. No DF, os grupos são congregados pela CSA Brasília, que deu os primeiros passos em 2012. Em 2017, já são 20 CSAs. Trata-se de uma forma de consumir alimentos orgânicos respeitosa com o meio ambiente e com o agricultor e que possibilita uma vivência do cotidiano e dos ciclos da natureza. A tecnologia social é um modo diferente de encarar a produção e o consumo de alimentos. O modelo apoia os produtores locais e promove espaços de interação entre as pessoas na cidade e no campo.
+ CSA: Comunidade que Sustenta a Agricultura

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CSA Toca da Coruja

Manhãs familiares 
As manhãs de sábado ganharam uma atmosfera acolhedora e familiar para quem passa no comércio local da QI 9/11 do Lago Sul. Há cerca de um ano teve início o Café com Feira, projeto que reúne empreendedores criativos de vários segmentos, de alimentos a cosméticos, de joias têxteis a temperos artesanais. Todos têm um ponto em comum: são selecionados a dedo por serem uma alternativa de consumo consciente. A iniciativa é uma realização da empreendedora Deise Lima, 45, sócia do Grand Cru Brasília – Importadora de Vinhos e Wine Bar.
Café com Feira: espaço para produtos em sintonia com o consumo consciente

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Café com Feira

Associação colaborativa
Capitaneado pela Associação de Produtores do Núcleo Rural Lago Oeste (Asproeste), o Empório Lago Oeste está localizado na rodovia DF-003, Km 0,4 – Balão do Colorado, entre postos de combustíveis Flamingo e Altana – e está em funcionamento desde o dia 15 de outubro. O local conta com 21 boxes, alguns compartilhados por mais de um produtor, e algumas bancadas. De acordo com as regras da iniciativa, os emporistas devem produzir, no mínimo, 50% do que vendem e o restante dever ser adquirido, preferencialmente, de produtores da região. O local funciona às quintas e sextas-feiras, das 16h às 21h; aos sábados, das 8h às 15h; e aos domingos, das 8h às 13h. O consumidor encontrará por lá produtos hortifrutigranjeiros, alimentos processados e agroindustriais, queijos, defumados, frangos abatidos, artesanatos e móveis.
Empório Lago Oeste: o coletivo faz o impossível ser possível de realizar

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Empório Lago Oeste

Vitrine para produtos locais
Mercearia Colaborativa é um empreendimento com a colaboração e a cooperação como a espinha dorsal e serve de vitrine para pequenos produtores locais exporem seus produtos, além de proporcionar contato entre eles e o cliente final. No espaço funciona a loja colaborativa com área para exposição de produtos (nichos) e de gelados e congelados. Tem ainda um café com produtos da loja e um cardápio simples e gostoso. Lá você encontra, por exemplo, os laticínios da Fazenda Cicinha e a Cachaça Seriema.
Mercearia Colaborativa: vitrine para produtos locais


Carota
Carota vende e entrega na casa do consumidor alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, de fertilizantes sintéticos e de transgênicos. A iniciativa incentiva o trabalho de pequenos produtores e artesãos, fomenta a economia local, vende produtos e ideais de empresas, principalmente familiares, que estão muito distantes das grandes indústrias que monopolizam o mercado de alimentos.
Carota: comida sem veneno entregue em casa e cursos de alimentação saudável


Cooperativa pela sustentabilidade
A Rede Terra trabalha para a melhoria da situação social e econômica do agricultores familiares e reúne 424 famílias cooperadas. O grupo tem a sustentabilidade como um valor, respeita as pessoas e os recursos naturais com o uso de tecnologias disponíveis buscando a harmonia entre as dimensões sociais, econômicas, culturais e ambientais. Além do DF, a Rede Terra atua nos municípios goianos de Cristalina, Luziânia, Cidade Ocidental, Novo Gama e Valparaíso de Goiás. Aos sábados, a Rede Terra tem uma banquinha no Café com Feira, no comércio local QI 9/QI 11 do Lago Sul.
Portfólio da Rede Terra

“Essa sinergia estimula o paradigma da abundância, proporcionando um ganho na qualidade de vida para toda a comunidade e uma consequente valorização da região. Tal perspectiva atrai novas oportunidades de negócios, em um círculos virtuoso.”
Levi Cerqueira, presidente da Rede Terra

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Banca da Rede Terra no Café com Feira. Foto: Albery Santini.

Agrofloresta
Os sistemas agroflorestais são alternativas aos sistemas de monocultura e criam ecossistemas completos que associam o cultivo agrícola ao florestal. A técnica aumenta a produtividade do solo e a diversidade de alimentos e reduz o desmatamento e o uso de venenos e agrotóxicos. Em um cenário ambiental ameaçado por crises hídricas e derrubada desenfreada de florestas, as agroflorestas promovem a recuperação de áreas degradadas e são uma forma de recuperar fontes d‘água.
Agrofloresta: alternativa ao modelo tradicional de produção de alimentos


Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

17361581_1303531073087731_1475075838372284107_n-300x300O Brasil, desde 2008, tem o título de campeão mundial no uso de agrotóxicos nas lavouras. Dados do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), mostram que o país recebe cerca de 20% do total dos pesticidas fabricados no mundo: um bilhão de litros a cada ano, ou 5,2 litros por brasileiro. Desde abril de 2011, um conjunto de organizações e movimentos sociais se uniu para criar a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Atualmente, dezenas de instituições e grupos expressivos da sociedade civil, como a Via Campesina, a Fiocruz, a Rede de Direitos Humanos, a Rede de Segurança Alimentar, a Associação dos Profissionais de Saúde Coletiva e o próprio Idec, fazem parte da iniciativa.
Comitê no DF

Referências

Mercado de Produtos Orgânicos (Codeplan, julho de 2015) aponta que esse tipo de cultivo favorece a cadeia produtiva, protege as gerações futuras e o meio ambiente, contribui para o fim do envenenamento de agricultores e cria novas oportunidades de trabalho com inclusão social.

Motivações para o Consumo de Alimentos Orgânicos (Codeplan, março de 2016) conclui que há conscientização maior da sociedade brasiliense de que repensar a qualidade de vida e garantir o ecossistema são fatores fundamentais para o aumento da expectativa de vida e desenvolvimento do país.

Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica foi lançada pelo governo federal em 2012 e é um importante passo para a ampliação e efetivação de ações de promoção do desenvolvimento rural sustentável, impulsionado pelas crescentes preocupações das organizações sociais do campo e da floresta, e da sociedade em geral, a respeito da necessidade de se produzir alimentos saudáveis conservando os recursos naturais.

Cidades Sustentáveis – Programa que reúne uma série de ferramentas para contribuir para que governos e sociedade civil promovam o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros. É uma realização da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos. Oferece uma plataforma que funciona como uma agenda para a sustentabilidade, incorporando de maneira integrada as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural e abordando as diferentes áreas da gestão pública em 12 eixos temáticos. A cada um deles estão associados indicadores, casos exemplares e referências nacionais e internacionais de excelência. Estamos diante da oportunidade de criar um novo padrão de relação dos cidadãos com a política, os candidatos assumindo compromissos concretos e os cidadãos acompanhando os resultados desses compromissos. 

Estratégia ODS – Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015 composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030. Nesta agenda estão previstas ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.

Sapiens – Uma breve história da humanidade (Editora LPM) de Yuval Noah Harari, repassa a história da humanidade, ou do homo sapiens, desde o surgimento da espécie durante a pré-história até o presente, mas em vez de apenas ‘inventariar’ os fatos históricos, ele os relaciona com questões do presente e os questiona de maneira surpreendente. Além disso, para cada fato ou crença que temos como certa hoje em dia, o autor apresenta as diversas interpretações existentes a partir de diferentes pontos de vista, inclusive as muito atuais, e vai além, sugerindo interpretações muitas vezes desconcertantes.

Cozinhar – Uma história natural da transformação  (Editora Intrínseca), de Michael Pollan, convida o leitor a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos. A partir dos quatro elementos da natureza – fogo, água, ar e terra -, ele nos mostra o calor ancestral do churrasco, o caldo perfumado dos assados de panela, a leveza dos pães integrais e a magia da fermentação de um chucrute. Cozinhar é, ao mesmo tempo, investigação científica e narrativa pessoal, guia pragmático sobre o preparo de alimentos e reflexão filosófica sobre a transformação da natureza. 

Agricultura Orgânica – Inovando o Futuro ( IAPAR ), de Moacir Roberto Darolt, engenheiro florestal especialista e agricultura orgânica e agroecologia que atua como profissional de Ciência e Tecnologia com ênfase em agricultura orgânica, agroecologia, desenvolvimento rural e meio ambiente, pesquisa participativa com enfoque de sistemas, metodologias para difusão de tecnologia, mercado de produtos orgânicos e consumo responsável. Faz trabalho voluntário desde o ano 2000 na Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná (ACOPA), onde foi Presidente (2003-2007) e fundador.

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