Diário de bordo na Nuvem Além

Eu me inscrevi no programa de compartilhamento de acessórios Nuvem Além e fui selecionada. A experiência será realizada ao longo de quatro semanas. Eu tenho uma parceira na experiência e o programa oferece duas caixas com 10 pares de brincos em cada uma delas. Eu vou ficar durante 15 dias com a primeira caixa e vou trocar com a minha dupla, acrescentando umas peças minhas. Mais duas semanas e recolhemos nossas peças – ou doamos, escolha nossa – e entregamos as caixas para a Nuvem Além. Vou compartilhar aqui a minha jornada.

Diário de Bordo na Nuvem Além

Dia 00
Dia 01
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Dia 05
Dia 06
Dia 07
Dia 08
Dia 09
Dia 10
Dia 11
Dia 12
Dia 13
Dia 14

Dia 00
Criando laços reais
25/2, Domingo, 18h

Recebi a confirmação de que havia sido selecionada para  participar da Nuvem Além na sexta-feira  (23/2). Ficou acertado um encontro domingo (25/2), 18h , no Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier (104 Norte). As minhas duas companheiras já ocupavam um lugar quando eu cheguei. Foi fácil de identificar: havia uma placa com a logo da Nuvem Além sobre a mesa. Duas mulheres bem mais jovens, bonitas e sorridentes me receberam com muita simpatia.
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A placa sobre a mesa já marca território.

A Manoela Marcuzzo da Rosa, idealizadora da iniciativa, eu conheci por mensagem e a entrevistei para o blog. A simpatia e a delicadeza que emanam das fotos de perfil das redes sociais se confirmaram no contato olho no olho.  Aos 28 anos, Manu é uma designer inquieta, interessada em moda consciente e em promover laços entre pessoas. Prefere o feito ao perfeito. Daí veio a Nuvem Além.

Já a Verônica Maria, minha dupla nessa experiência, era, até então, uma completa desconhecida. Ela tem 25 anos, estuda Antropologia na Universidade de Brasília, pratica o veganismo e tem uma filha de 13 anos. Eu adorei trocar ideias com essa futura cientista social sobre a vida, consumo consciente, feminismo, desigualdades sociais, alimentação saudável.

Muito além da caixa com os 10 pares de brincos que eu recebi, o mais interessante desse encontro, que durou cerca de duas horas, foi conhecer pessoalmente essas duas mulheres. Adorei trocar a tela do computador e do celular pelos olhos e expressões das novas colegas.

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Verônica, Manoela e eu. A foto está fora de foco, mas a sintonia durante o encontro foi fina.
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Eu e Verônica, minha dupla. Detalhe para o capricho da caixina, com um espelho em formato de nuvem.


Dia 01
Foi dada a largada
26/2, Segunda-Feira

A minha caixinha do Nuvem Além tem 10 pares de brincos. Há espaço para eu incluir outros oito se eu quiser. Estou pensando nas peças que posso emprestar e também nas doações. Fazendo um inventário mental dos meus brincos. Já estou também imaginando os looks que vou usar para combinar com cada um dos brincos. 
Brinco do Dia – Hoje, acabei não usando nenhum brinco. Mas selecionei um deles para mostrar. Ele é feito de MDF, colorido, geométrico e tem uma peça de cada tamanho, detalhe que eu adoro.  
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Brinco do dia, mesmo sem usar. Mas esse é o primeiro da lista.

Essa peça é do acervo pessoal da Manoela. Ela comprou na loja colaborativa Endossa da Asa Sul. É uma criação da Ori Produções (Facebook e Instagram). Olha ela lá com esse par durante uma viagem para a Argentina, para participar do Congresso Internacional de Moda e Design (Cimode), em maio de 2016.

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Manoela com o brinco da minha caixinha no Delta del Tigre, próximo a Buenos Aires, na Argentina.

Dia 02
Um look para um brinco
27/2, Terça-Feira

Escolhi a minha roupa para combinar com o primeiro brinco que vou usar da minha caixinha. Body da minha querida amiga e artista plástica Dani Acioli, da coleção #paratarsila; bermuda saruel da LED e sandália da Virgínia Barros.

Dia 03
Brincando com geometria
28/2, Quarta-feira

O brinco do dia é do acervo pessoal da Manu, da marca brasiliense La Belle de Ju e é feito de papel e de forma artesanal. Eu escolhi o vestido com estampa geométrica do estúdio Viviane Kulczynski. Nos pés, uma sapatilha da Trilha. Para combinar a geometria, o anel redondo em borracha amazônica da Flávia Amadeu Design. As fotos foram tiradas pelo querido amigo e fotógrafo Cadu Gomes, no Salão Verde, na Câmara dos Deputados.

O brinco do dia é feito em papel.

Dia 04
Xodó viajado
2/3, Sexta-feira

Hoje eu escolhi o brinco amarelo em feltro da minha caixinha. A peça é um dos xodós da Manu e foi comprada em 2014, durante uma viagem dela à Paris para um curso de verão em moda na École de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, em uma loja chamada  Ex & Terra  e de uma marça da Estônia chamada Salt Accessories.

Esse par já acompanhou a Manu em muitas viagens e quase foi para o beleléu em Miami (EUA). “Ele caiu da orelha no meio da rua, perto do táxi que eu estava saindo, por sorte eu o encontrei intacto minutos depois. Esse brinco é o meu xodó, um dos preferidos e mais originais na minha opinião”, relembra.

Como tem dia que a gente está sem inspiração para se vestir, eu comecei o look pelos brincos. Nada como um pretinho nada básico da Virgínia Barros e minha Trilha Kill Bill nos pés. Os acessórios, colar e anel, da Flavia Amadeu Design.

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Esse brinco tem muita história. Cheia de cuidados com ele.
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Um xodó faz par com outro: as joias orgânicas da Flávia Amadeu Design.
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O look completo, com direito à minha bota matadora e meu vestido para todas as horas.

Dia 05
Matando saudades
3/3, Sábado

O brinco de hoje, preto em metal que simula uma renda, a Manu comprou na Netas de Lolita, marca de curadoria de acessórios de uma amiga dela do curso de Design da Universidade de Brasília. Ela achava que a marca não existia mais, mas a página delas no Facebook avisa que estão de volta e com novidades.

Eu me produzi para visitar a minha prima-irmã, Adrianna Figueiredo, que compartilha comigo os mesmos gostos para roupas e acessórios. Tirando os calçados e as partes de baixo – ela é bem maior do que eu – vivemos passeando pelo armário uma da outra. Quando queremos algo diferente ou queremos dar um tempo em peças que gostamos, fazemos trocas que duram meses. Ela, sem sombra de dúvidas, é uma das pessoas mais estilosas que conheço.

Eu escolhi uma camiseta da Pântano de Manga, da coleção #GradesDeBrasília, para usar com a saia branca e uma sandália preta em neoprene, ambas da Virgínia Barros. No pescoço, usei um cordão de couro preto – essa peça tem um pingente e faz par com um brinco – que foi presente da querida amiga Renata D’Aguiar. O anel e a pulseira de acrílico preto são da Mina Nagô. A bolsa foi presente da querida Chica Rosa, que produz lindezas com lacres de latas de alumínio na Cia do Lacre. 


Dia 06
No batente
6/3, Terça-feira

A peça de hoje, em acrílico marrom com vinho, foi presente de uma amiga da Manu, a Cássia Pierobon, que sabe que ela gosta muito de brincos e sempre a presenteia de aniversário.

Eu combinei com o colar diamante vinho e a pulseira sanfona marrom da Flavia Amadeu Design. Usei um anel que comprei de um artista em Pirenópolis que é feito em cobre. Vesti o meu kimono da Pântano de Manga, da coleção #GradesDeBrasília. Calça jeans, camiseta branca e botinha marrom da CAS Moda.

Brinco foi presente de uma amiga da Manu.

Dia 07
Dia Internacional da Mulher
8/3, Quinta-feira

Desde que peguei a minha caixinha, venho imaginando como usar o brinco que escolhi hoje. Em uma espécie de malha de metal, ele é dourado com umas flores coloridas. Assim como o que usei no Dia 06, esse também foi um presente da amiga da Manu, a Cássia Pierobon, e foi comprado na Cidade de Goiás (GO).

Para compor os acessórios, um anel que ganhei de presente da minha comadre, Katia Guimarães, e da minha afilhada, Sofia Guimarães, que é em dourado envelhecido, com desenhos de flores e cravejado de pedrinhas coloridas; um colar de bolinhas dourado; e um brinco do Divino Espírito Santo no meu segundo furo.

Escolhi um kimono florido, comprado há muitos anos na Farm e que eu gosto muito, e fechei com um broche de flor dourada que é meu xodó. Vesti a minha bermuda saruel da LED, comprada na incrível Armária, uma camiseta branca e uma botinha de couro preta que é muito antiga e nem lembro mais de onde é. As fotos foram tiradas em frente ao mural das mulheres que fica na Câmara dos Deputados pelo meu querido amigo Cadu Gomes.

O brinco comprado na terra de Cora Coralina é lindo de viver.
No Dia Internacional da Mulher, eu visto as minhas próprias flores

Dia 08
Dia de Feira
10/3, Sábado

No penúltimo dia com a primeira caixinha do Nuvem Além, escolhi uma argola roxa que foi doada para o programa pela Mariel Nakazato, participante do Boomerang, grupo fechado no Facebook para trocas e compartilhamentos. “Ela viu meu post convidando as pessoas para participarem do programa e disse que tinha brincos para doar. Combinamos, e ela veio aqui em casa e deixou com o porteiro”, conta Manu.

Hoje foi dia de ir ao box 4 do Empório Lago Oeste buscar a cesta de orgânicos que custa R$ 35 reais e  abastece a minha despensa a cada 15 dias. Os hortifrutis orgânicos certificados são cultivados pelo produtor rural Vilmar de Almeida no Sítio Araúna, localizado em Planaltina. A cesta deste sábado veio com milho, cenoura, beterraba, xuxu, repolho, vagem, quiabo, pimentão, limão taiti, maracujá, alface comum, alface americana, couve, brócolis e coentro. E ainda tem quem diga que alimento orgânico é artigo de luxo.

Nos pés, uma sandália aberta super confortável. A calça saruel de malha azul é quase um uniforme (rsrsrsrs). As duas peças da Virgínia Barros. A camiseta ganhei da minha prima-irmã Lúcia Vidal e da minha sobrinha Maria Clara em algum aniversário. A bolsa é da Uncle K. Os óculos eu comprei na Nós – Mercado Criativo.

A argola roxa em acrílico foi doada por uma integrante do grupo de trocas Boomerang.
A cada 15 dias eu vou ao box 4 do Empório Lago Oeste para pegar a minha cesta de orgânicos.
O mais importante para o sábado é o conforto.


Dia 09
Troca de caixinhas
11/3, Domingo

Hoje foi dia de trocar a caixinha com a minha dupla, Verônica. Eu não usei duas peças das 10 disponíveis. Por falta de oportunidade mesmo.

Nosso encontro aconteceu na minha casa. Me despedi das peças cheias de história e energia boa da caixinha rosa e recebi a laranja. Na coleção que foi, eu inclui cinco brincos meus. Dois deles ainda não tive oportunidade de usar, mas são peças especiais que foram presenteadas por dois duas amigas. Da Dani, que me ajuda aqui na minha casa, ganhei uma peça em madeira e detalhe em acrílico vermelho. Quando me deu, disse que viu e achou que eu fosse gostar. E gostei mesmo. A mandala rosa eu ganhei da Rosa Sagaria no meu último aniversário. Vem em uma caixa de fósforo decorada e é de uma marca que eu adoro, a Só Falta Pipoca.

Os outros brincos estão comigo há muito tempo. A peça com azul e vermelho eu comprei da Olívia Amorim, lá de Goiânia. Ele é super leve e com um ar cigano. Adoro. O prateado com uma pegada punk eu tenho há mais de dez anos. Adoro usar com camiseta de banda de rock e tênis.

O brinco de cobre é recente, o comprei em Pirenópolis em janeiro deste ano de um artista de rua chamado Alessandro. A gente bateu altos papos e descobri que ele é pai de 10 filhos. Três deles estavam com ele e a mulher, um deles bebê de colo. Comprei um conjunto de anel, brinco e colar que eu acho muito estiloso.

Feito por um artista de Pirenópolis, o Alessandro, fica lá na Rua do Lazer.

Antes de me despedir da minha caixinha, usei o brinco Toxic, que a Manu comprou numa loja de acessórios que ela adora, a Claire’s, com uma linha de mini brincos fofos. Eu combinei com uma camiseta verde-limão da Frida, uma calça preta de malha e chinelo, né. Hoje é domingo!

Brinco tem uma pegada de bom-humor e tem uma caveira de pingente.
Domingão em casa para receber minha parceira de Nuvem Além

Meu marido, Alessandro, preparou moquecas de peixe e de banana-da-terra para o almoço. Eu fiz o arroz e a farofinha de cebola. Minha parceira de Nuvem Além é vegana e a companheira dela, a Lygia, também não come carne. Elas trouxeram um suco de uva que tem uma garrafa linda!

Eu só lembrei de fotografar o nosso almoço depois que já estava frio. Inclusive, sob protestos do cozinheiro. Estava uma delícia!

Depois de um almoço delícia engrenamos num bateu-papo ao som de vinil a tarde toda. Rolou Plebe Rude, Belchior, Maria Betânia, Ângela Ro Rô. Falamos sobre alimentação, relacionamentos, viagens, moda consciente…

Essa oportunidade de conhecer uma pessoa completamente distante da minha rede é uma experiência muito interessante. As duas são simpáticas, com um papo ótimo e com muito pontos de vista parecidos com os meus e do meu marido. Além de curtir acessórios diferentes, o melhor mesmo do Nuvem Além é esse presente analógico de exercitar a boa e velha rede social em volta de uma mesa.

Dei muita sorte de poder conhecer uma mulher tão interessante. Graças ao Nuvem Além

Nas próximas duas semanas, vou continuar o diário de bordo com as peças da caixinha laranja.

Dois brincos foram incluídos pela Verônica. Uma da Só Falta Pipoca, que é de um amigo dela. A outra é um sapinho fofo.

Dia 10
Luto é verbo
15/3, Quinta-feira

Neste dia de luto e também de luta, escolhi dois brincos da caixinha laranja. Um sapo em prata, empréstimo da Verônica, que usei no segundo furo. O emborrachado, feito em tiras em tons de carmim, lilás e rosa, a Manu comprou na loja Matéria Urbana em Buenos Aires (Argentina), em 2013, durante uma viagem a turismo.

Compus o brinco em tiras com joias orgânicas da Flavia Amadeu Design: colar Múltiplo, bracelete Copacabana e anel Círculo. A bolsa é fruto de uma parceria da Flavia Amadeu com a Cia do Lacre e é um protótipo, feito em lona emborrachada com uma tecnologia que está sendo desenvolvida pelo Laboratório de Tecnologia Química da Universidade de Brasília, com detalhes em tiras de borracha – retalhos reutilizados da produção das joias orgânicas – e lacres de latas de alumínio. Vestido cáqui de linho Virgínia Barros e sapatilha Trilha.
Flávia Amadeu Design Sustentável: comércio justo no coração da Amazônia
Trilha Brasil: confluência entre sustentável e fashion

Estive no Correio Braziliense para conversar sobre a Fashion Revolution Week 2018 e me encontrei com o querido Vicente Nunes.

Encontrei minhas amigas Luciane Bacellar e Patrícia Cunegundes para um café no final da tarde, para conversar e refletir sobre o simbolismo da morte da vereadora Marielle Franco: mulher, jovem, mãe, negra, lésbica, mestra e periférica.

Juntas, seguimos para a Praça Zumbi dos Palmares, para o evento Marielle, Presente! Vidas Negras Importam.

Luto é verbo. Marielle, Presente!

Dia 11
20 anos de maternidade
16/3, Sexta-feira

Hoje é um dia especial. Há 20 anos nascia Iuri Vidal, meu filho mais velho. Também nascia uma mãe. Maternidade não é estado civil. Só que eu fui mãe solteira. Não sozinha. Minha mãe, minhas tias, irmã, primas e amigas estavam lá. A minha maternidade teceu redes de apoio e me presenteou com a irmandade feminina.

Para ser mãe e trabalhar eu tive ajuda das amigas que fizeram trabalho doméstico na minha casa, entre elas Eleusa, Capitu e Danni. Elas são mulheres negras, como minha avó materna. Minha mãe também foi empregada doméstica. O meu feminismo é delas. Obrigada, queridas.

Meu filho é negro. Minha família materna tem sangue mouro no cerrado goiano e também negro. Dá para rastrear um Vidal. Mas não dá para saber de onde vieram nossos ancestrais da África. Aos 17 anos, Iuri fez dread locks e desbravou sem tutorial a ancestralidade dele. Descobriu a maravilha de ser quem é. Voa, Iurix, meu gaulês assim como Asterix. Te amo. Infinito e Além. 

Escolhi um brinco muito especial para a Manu. Ele é rosa, parece um ouriço e foi um dos brincos preferidos dela por muitos anos. Foi presente da tia Sílvia Marcuzzo, jornalista que a ensinou muito sobre sustentabilidade. A peça é da R Sobral.

Vesti uma camisa branca de linho com duas das minhas peças coringas. A bermuda saruel da LED que comprei na Armária e a sandália aberta da Virgínia Barros. Colar de olhos gregos coloridos da Morana e um anel de semente da Só Falta Pipoca.

Meu dia foi cheio e logo cedo fui ao Itamaraty para pegar credenciais para o Fórum Mundial da Água, que começa no próximo domingo aqui em Brasília e vai reunir cerca de 30 mil pessoas de várias nacionalidades. Aproveitei para tirar uma foto da minha escultura favorita na Esplanada. O Meteoro, de Bruno Giorgi. A peça em mármore pesa 50 toneladas e parece flutuar sobre o espelho d’água do prédio.


Dia 12
Feira e amigos
17/3, Sábado

Escolhi um brinco branco e azul em acrílico da minha segunda caixinha da Nuvem Além. A Manu comprou essa peça em São Paulo em 2016 em uma loja colaborativa na Rua Augusta. Para combinar, usei um vestido verde-água e uma sandália aberta da Virgínia Barros e um anel branco em acrílico da Mina Nagô.

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Pela manhã, estive no Café com Feira para encontrar a Rosa Cordeiro e a Heloísa Rocha. Fui apresentada à Suzana Oliveira, que cria lindezas em crochê na Pontilhado. Logo, logo contarei a história dela aqui no blog. Pude ter um dedo de prosa com a minha amiga querida Isadora Marar, que vende delícias feitas por ela, inclusive um bolo de limão siciliano com sementes de papoula que é um dos meus preferidos. E ainda dei um abraço na Zuleika de Souza e na Ana Cristina.

Lá no Café com Feira eu comecei a tecer a rede de apoiadores da Semana Fashion Revolution – Brasília cheia de entusiasmo. A querida Deise Lima vai contribuir com o espaço para uma Roda de Manualidades. Bordado, crochê, tricô e o que mais as mãos mágicas das mulheres que se unem para preservar saberes tradicionais quiser e fizer. A atividade foi a primeira a ser confirmada para o evento, que será realizado entre os dias 23 e 29 de abril. Esse encontro de talentos, você já pode colocar na agenda: sábado, dia 28 de abril, das 8h às 14h, mesmo horário da feirinha.

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Deise Lima abraçou a causa da Fashion Revolution

Tive ainda um encontro com amigos queridos: Ana Paixão, André Lima, Rodrigo Hilário e Luciene Soares.

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Dia 13
Planos audiovisuais
20/3, Terça-feira, 18h

Escolhi o brinco da Preta Flor com a Mina Nagô. A Manu inclusive, precisou repor essa peça que foi emprestada e não foi devolvida.

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Brinco da Preta Flor com Mina Nagô combinando com pulseira e anel da Mina Nagô

Combinei com uma tirinha de couro preta, um anel e pulseira de acrílico preto da Mina Nagô. Vesti minha saia branca de linho da Virgínia Barros, uma camiseta vermelha da Verdurão com a estampa Tesourinha que ganhei de Natal da minha prima Lúcia Vidal e uma bota preta cano-alto da Selo de Controle que é um xodó para mim.

No final do dia me encontrei com a minha amiga querida Alessandra Jório para papear e nos preparar para uma reunião com o Henrique Marinelli, da Autoescola de Cinema. Conversamos sobre o projeto de criar um canal audiovisual para o blog. Vem novidade por aí!

Dia 14
Fim do Programa
9/4, Segunda-feira, 12h30

Hoje foi dia de desembarcar da Nuvem Além. Eu, Verônica e Manu fomos almoçar juntas no Sebinho (406 Norte) para devolver as caixas e recolher as peças emprestadas. O meu balanço desses mais de 30 dias em que participei do programa não poderia ser mais positivo. Foi uma jornada de afeto por meio de brincos e que me proporcionou conhecer duas mulheres especiais. Obrigada pela experiência!

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Aproveitei o encontro para conversar com as minhas novas amigas sobre o movimento Fashion Revolution e fazer as fotos delas segurando a placa “Quem Fez Minhas Roupas?”. Este ano, sou a representante dessa iniciativa global no Distrito Federal. Junto com uma rede de parceiros, estou finalizando uma programação linda para a semana de 23 a 29 de abril. Dá uma olhada no que temos confirmado: Semana Fashion Revolution – Brasília.

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