Botão Verde para roupas sustentáveis é lançado na Alemanha

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A Alemanha lançou nesta segunda-feira (9 de setembro) um selo para têxteis fabricados de forma sustentável. Batizado de Botão Verde, o novo carimbo estatal visa fornecer uma garantia aos consumidores para roupas cuja produção atende a certos padrões sociais e ambientais, incluindo salário mínimo para trabalhadores, proibição de trabalho infantil e o uso de certos produtos químicos e poluentes.

A iniciativa, contudo, foi bastante criticada tanto pela indústria têxtil, que argumenta que o selo é supérfluo e cria estruturas duplicadas para aquelas já existentes. Críticos também afirmam que, se apenas a Alemanha participar, não haverá uma diferença real diante de um setor globalizado.

Também foram feitas críticas pelo representante da aliança internacional Clean Clothes Campaign  na Alemanha, Uwe Wötzel. Ele afirma que “os critérios são simplesmente muito fracos” para fazer a diferença, no que diz respeito à sustentabilidade e à garantia de que os trabalhadores têxteis sejam empregados em condições justas e seguras. “Por exemplo, o salário mínimo estabelecido pelo selo é tão baixo que ninguém poderia viver com isso”, ressalta.

Wötzel também critica que empresas que produzem na União Europeia recebem carta branca: elas podem obter o selo do governo alemão sem precisar provar que respeitam os direitos humanos e trabalhistas. No entanto, estudos mostram que há violações maciças a direitos trabalhistas em países do bloco, como Bulgária e Romênia.

A federação alemã de centrais de defesa do consumidor informou que prefere esperar algum tempo para ver se haverá efeitos reais do novo selo na indústria de vestuário do país.

Fashion Revolution

De acordo como governo alemão, a vontade de lançar um selo para garantir a responsabilidade social e a segurança da indústria de roupas foi impulsionada pelo desabamento, em 2013, do edifício Rana Plaza, prédio que abrigava fábricas têxteis na periferia de Daca, em Bangladesh. Mais de 1.130 pessoas morreram e quase 2.500 funcionários ficaram feridos no edifício, onde eram produzidas roupas para grandes cadeias, como Benetton, Primark, Walmart e Mango. Esse mesmo episódio do Rana Plaza deflagrou o movimento Fashion Revolution.

O selo já foi aplicado a produtos de algumas marcas alemãs menores, mas também para produtos de grandes cadeias, como a rede de supermercados Lidl e de lojas Tchibo.

Fonte: Deutsche Welle

 

 

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