Outfit Comuna: moda feita pelas mulheres Kayapó

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Foto: Hanna Yahya/Poder360

No 11º Outfit Comuna | Moda & Política Cynara Menezes, editora do site Socialista Morena, usa figurino do acervo pessoal com destaque para peça feita por comunidade indígena. Na 25ª edição do programa “Reaça & Comuna”, do Poder360, que ela apresenta semanalmente com Mario Rosa, o reaça offline, eles analisam, entre outros temas, a fala do filho 02 de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que disse que o país não mudará na velocidade desejada por “vias democráticas”. Além disso, citam o episódio em que o presidente elogiou Roberto Marinho, fundador da Globo, e disse que o período ditatorial no Brasil “foi nota 10”.

Mario e Cynara também comentam sobre a ajuda que o PSL pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para articular contra a CPI da Lava Toga no Senado. Por fim, abordam o comentário de 1 funcionário do G1 em 1 post de uma reportagem do próprio portal no Facebook que tratava sobre menino que pegou carona com Bolsonaro no desfile de 7 de setembro. No comentário, o funcionário chamou o menino de “moleque imbecil”. Assista ao quadro (26min26seg):

Outfit Comuna

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Logo produzida por Jana Fernandes e Milena Fernandes para o blog.

Cynara usa brinco feito por mulheres Kayapó. As fotos são de Hanna Yahya/Poder360.

Cultura Kayapó

O brinco de Cynara ela comprou na exposição “A mulher Kayapó e o seu trabalho”, que está em em cartaz no Memorial dos Povos Indígenas, no Eixo Monumental. A entrada é gratuita. Além da lojinha com os produtos feitos pelas mulheres Kayapó, há também uma exposição fotográfica que revela o universo dessas indígenas: pesca, cuidados com os filhos, coleta extrativista e a produção de pinturas conhecidas e valorizadas em todo mundo.

As mulheres Kayapó se auto-identificam como “menire”. Esse é o nome usado na língua materna para as diferencia das outras mulheres, as não indígenas, chamadas de “kubenire”. Quando elas falam sobre elas mesmas costumam dizer: “menire tyx”, “menire djàpej kumej’ti”, “menire mejkumrej”, que traduzido para o português significa mulheres Kayapó fortes, trabalhadoras e belas.

O povo Kayapó é reconhecido pelos traços e cores de pinturas características e fixou território em Mato Grosso e, em maior parte, na Floresta Amazônica do Pará. As tradicionais cores vermelha – extraído do urucum – e amarela das miçangas chamam a atenção nas roupas e artes desse povo. O grafismo feito do jenipapo também ilustra bolsas, alpargatas e obras de arte que estão à venda no local.

Atualmente, existem cerca de 12 mil indivíduos do povo Kayapó com território fixado no Brasil. A comunidade é originária de regiões de Cerrado e, a partir do século 16 – período da colonização – , foram “empurrados” para o norte do país.

Serviço
Exposição “A mulher Kayapó e o seu trabalho”
Até dia 31 de dezembro de 2019
Hora: das 9h às 17h (terça a sexta) e das 10h às 17h (sábado e domingo)
Local: Memorial dos Povos Indígenas

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