Outfit Comuna: estilo das feiras populares

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Hanna Yahya/Poder360

No 12º Outfit Comuna | Moda & Política Cynara Menezes, editora do site Socialista Morena, usa figurino cheio de estilo comprado em feira popular. Na 26ª edição do programa “Reaça & Comuna”, do Poder360, que ela apresenta semanalmente com Mario Rosa, o reaça offline, eles analisam, entre outros temas, o episódio em que a Época colocou um repórter, sem se identificar, para acompanhar e registrar as sessões de coaching oferecidas por Heloísa Bolsonaro, mulher do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Depois da divulgação da reportagem e a retratação do grupo Globo, uma cúpula de jornalistas pediu demissão do veículo.

Além disso, citam o episódio em que o ex-presidente Michel Temer disse que “jamais apoiou ou fez empenho pelo golpe” ao falar sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Mario e Cynara também comentam o cancelamento de estreia do filme Marighella no Brasil e o pedido do Itamaraty para que filme sobre Chico Buarque fosse retirado de festival no Uruguai. Assista ao quadro (44min30seg):

Outfit Comuna

OutFit Comuna (logo)
Logo produzida por Jana Fernandes e Milena Fernandes para o blog.

Feiras Populares

O vestido de Cynara foi comprado na Feira de Sobradinho, um local que reúne alimentos – frutas, legumes, farinhas, cereais, queijos – utensílios domésticos, bugingangas em geral e, claro, roupas. Tudo a preços populares.

O comércio popular de roupas é um tema que merece reflexão sob o ponto de vista da sustentabilidade na moda. É preciso ligar o GPS e compreender o país no qual vivemos, marcado por profundas desigualdades sociais e com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas. Os preços nos espaços populares cabem no bolso de trabalhadores e trabalhadoras. Por outro lado, é um desafio rastrear a procedência das roupas das feiras populares. Nada diferente das marcas dos shoppings refrigerados, vale ressaltar.

Moda é identidade e o dinheiro não pode ser um limitador para pessoas verem e fazerem ver quem são. A Moda só faz sentido se for democrática e permitir a construção acessível de múltiplas aparências, ao gosto de cada um e cada uma.

Comprar em feira popular é uma oportunidade de conhecer e desenvolver o próprio estilo. Com honestidade sobre si mesmo, é possível fazer boas compras: alfaiataria, camisetas lisas e estampadas, vestidinhos, moda praia, calçados e acessórios. Para roupas, eu recomendaria optar pelas fibras o mais natural possível: entre um poliéster e um misto de poliéster com algodão, fico com o segundo.

Aqui no Distrito Federal, 20 mil comerciantes atuam em 38 feiras permanentes e três shoppings populares. Uma legião de mulheres e homens com famílias para cuidar. Contribuir com essa economia, em geral informal e precarizada, também é ser sustentável.

Confira aqui um estudo do IPHAN sobre feiras do DF.

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