Segunda edição do Índice de Transparência da Moda Brasil 

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Quando o edifício Rana Plaza desabou em Daka, Bangladesh, dia 24 de abril de 2013 e matou e feriu milhares de trabalhadoras e trabalhadores, ativistas precisaram vasculhar os escombros à procura das etiquetas das roupas para descobrir quais marcas estavam ligadas às confecções do prédio. Atualmente, boa parte das marcas e varejistas não possui fábricas próprias, o que dificulta o monitoramento ou controle das condições de trabalho ao longo de uma cadeia de fornecimento altamente globalizada. A dificuldade em rastrear o ciclo produtivo abre espaço para que empresas isentem-se da responsabilidade de como seus produtos são feitos.

“A indústria da moda foi construída sobre sigilo e elitismo; ela era opaca. A transparência é disruptiva – neste sentido, ela é um sopro de ar fresco e uma arma útil de mudança”, afirma Orsola de Castro, co-fundadora do Fashion Revolution.

Transparência significa a divulgação pública de dados confiáveis, detalhados e comparáveis sobre políticas, compromissos, práticas e impactos sociais e ambientais de uma empresa em toda a sua cadeia de valor. 

A transparência, ao contrário do que se imagina, estimula a competição saudável entre empresas em busca de processos mais éticos; posiciona a empresa frente aos consumidores e fornecedores, parceiros e investidores; traz luz às responsabilidades de todos e todas ao longo da cadeia de fornecimento; promove um ambiente de trabalho satisfatório; incentiva melhores práticas internas e acessibiliza dados, impulsionando a indústria como um todo a avançar.

O Índice de Transparência da Moda é um relatório global que pretende ampliar o debate sobre transparência na cadeia de valor e estimular a cultura de prestação de contas entre as empresas. O projeto foi iniciado em 2016 pelo Fashion Revolution Global, e teve sua primeira edição no Brasil em 2018. A metodologia do Índice de Transparência da Moda se concentra exclusivamente em capturar informações públicas e, portanto, a ponderação das pontuações procura recompensar níveis elevados de detalhamento de informações, especialmente em publicações de listas de fornecedores e resultados de avaliações e auditorias.

No dia 10 de dezembro ocorrerá o lançamento da segunda edição do Índice de Transparência da Moda Brasil, que analisa 30 das maiores marcas e varejistas do país. Sarah Ditty, diretora de políticas do Fashion Revolution Global, estará presente no evento, no qual os resultados serão apresentados. Haverá, também, um painel discutindo os reflexos do Índice no setor com atores relevantes, que representam recortes das especificidades do projeto, como raça, gênero e imigração.

As 30 marcas incluídas no relatório de 2019 são: Animale, Arezzo, Brooksfield, Carmen Steffens, C&A, Cia. Marítima, Colcci, Colombo, Decathlon, Dumond, Ellus, Farm, Havaianas, Hering, John John, Le Lis Blanc Deux, Leader, Lojas Avenida, Malwee, Marisa, Melissa, Moleca, Olympikus, Osklen, Pernambucanas, Renner, Riachuelo, TNG, Torra e Zara.

O evento de lançamento será na Unibes Cultural, na cidade de São Paulo, às 9 horas do dia 10 de dezembro. A entrada é gratuita, aberta ao público e as inscrições podem ser feitas nos links abaixo:

Imprensa: https://bit.ly/37Hj9i6 

Público: https://bit.ly/2OoBOHS

Baixe o Índice de Transparência da Moda Brasil 2018 aqui

Serviço:

Lançamento Índice de Transparência da Moda Brasil 2019

Data: 10/12/19

Horário: 9h – 12h

Local: Unibes Cultural, rua Oscar Freire, 2500, Pinheiros/SP

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