Fashion Revolution durante a pandemia de COVID-19

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Desde 2018 essa é a época do ano que eu me dedico a espalhar a palavra do movimento Fashion Revolution. Ando para cima e para baixo com a plaquinha “Quem Fez Minhas Roupas?”. Eis que no meio do caminho tem uma pandemia cujos efeitos profundos mudará nossas formas de viver. Nossas comunidades enfrentarão enormes desafios nos próximos meses. Não é possível continuar com nenhum dos planos feitos há algumas semanas. O que inclui a Semana Fashion Revolution. 

O mais importante neste momento são as pessoas. Não existem falecidos falidos. O mais importante é nos proteger uns aos outros. Prejuízos materiais não são prioridade agora. É hora de unir os revolucionários da moda para aumentar a conscientização sobre as pessoas mais vulneráveis da indústria da moda – os trabalhadores de vestuário sem assistência médica ou licença saúde, cujas condições de vida e de trabalho serão devastadas por essa pandemia.

As fundadoras do movimento Fashion Revolution, que eu represento aqui no Distrito Federal, Carry Somers e Orsola de Castro, enviaram uma mensagem afetuosa para a comunidade de revolucionários da moda presente em mais de 100 países. Leia a mensagem.

“Desde que o Fashion Revolution começou, após o desastre de Rana Plaza, em 2013, usamos nossa voz coletiva para reunir comunidades, oferecer apoio, compartilhar conhecimento e pensar criativamente sobre como encontrar soluções para situações desafiadoras. Neste novo mundo do coronavírus, estamos tendo que repensar tudo, incluindo nossos próprios eventos programados para a Semana Fashion Revolution.”
Carry Somers e Orsola de Castro, fundadoras do Fashion Revolution

Vamos continuar unidos no dia 24 de abril e durante a Semana Fashion Revolution para homenagear as vítimas do Rana Plaza e todos os outros desastres e injustiças que ocorrem nas cadeias de fornecimento da moda. Porém, nossa atividade de troca de roupas será adiada para um momento seguro para encontros físicos. A ideia é digitalizar e adaptar os recursos do movimento para o cenário atual. 

Embora não seja a revolução que esperávamos, pode ser uma chance para aprender coisas importantes. “A pandemia do coronavírus levará a uma enorme mudança comportamental e a uma inevitável desaceleração do consumo. Como sempre dizemos, as roupas mais sustentáveis são as que já estão em nossos guarda-roupas e podemos começar já, cuidando das roupas que temos, costurando botões, reparando bainhas e cerzindo. Reparar é um ato revolucionário, e a revolução começa com todos nós, em nossos próprios guarda-roupas”, aconselham Carry e Orsola. 

A equipe do Fashion Revolution Brasil avalia que nos próximos meses o espaço de uso da internet será disputado por muitas notícias, financiamentos coletivos para dar suporte a pequenas empresas, aulas online, mensagens de solidariedade e outras oportunidades de produção de conteúdo. “Portanto incentivamos que a Semana Fashion Revolution seja um espaço catalisador com informações de qualidade, oferecendo visibilidade para quem precisa e provocando questionamentos pertinentes ao momento”. 

Assim que consolidarmos a programação da Semana Fashion Revolution no Distrito Federal neste cenário, daremos publicidade à programação.

Beijos,

Iara Vidal
Representante do movimento Fashion Revolution no Distrito Federal

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