Semana Fashion Revolution 2020 questiona a segurança de trabalhadoras e trabalhadores 

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A pandemia da Covid-19 impôs distanciamento social e iniciou transformações profundas no modo de vida da sociedade que ecoam na forma de consumir e de produzir. A crise sanitária tem prejudicado milhões de trabalhadoras e trabalhadores mundo afora, inclusive na indústria da moda.

Em meio à crise sanitária, o movimento Fashion Revolution não realizará eventos presenciais. Todas as atividades serão feitas em plataformas na internet. A Semana Digital será entre os dias 20 e 26 de abril. 

A programação ocorrerá simultaneamente em mais de 100 países e promoverá o debate sobre como é possível revolucionar a história da moda rumo a um setor mais transparente, ético e limpo.

A campanha abordará quatro temas: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. Esses assuntos aprofundam a narrativa do movimento Fashion Revolution em um momento de desafios gigantescos impostos pela pandemia do novo coronavírus à humanidade. 

Mais do que nunca é preciso questionar o modelo de consumo no qual a sociedade está imersa. 

Em defesa da classe trabalhadora

Desde 2014, o movimento Fashion Revolution mobiliza a sociedade em defesa de uma indústria da moda que respeite e valorize a natureza e a vida de todos e todas que integram essa cadeia produtiva. 

Neste sétimo ano de atividades, os revolucionários da moda se deparam com um momento de desafios inéditos. O Fashion Revolution, agora, volta a atenção para as pessoas mais vulneráveis dessa extensa e complexa indústria da moda: quem faz nossas roupas.

As condições de trabalho precárias na indústria da moda sempre foram questionadas pelo Fashion Revolution e foram exacerbadas durante essa crise sem precedentes. Demissões em massa e reduções de salário jogam luz sobre a vulnerabilidade de trabalhadoras e trabalhadores do setor. 

A falta de transparência é outra prática que encoberta a falta de responsabilidade de empresas com a classe trabalhadora e cria condições para negligenciar pessoas em detrimento ao lucro.

Cada um faz sua parte

O movimento também incentivará que governos, empresários, sociedade civil e cidadãos priorizem a garantia da saúde e da segurança financeira de trabalhadores e trabalhadoras do setor.

É hora de indagar sobre os impactos da cultura da descartabilidade sobre trabalhadoras e trabalhadores e sobre o meio ambiente. 

É preciso que a sociedade desperte o interesse pela composição das roupas e o que isso representa na rotina de trabalhadoras e trabalhadores que manuseiam químicos diariamente e os impactos na saúde dessas pessoas, além da saúde do solo e das águas.

Convite à empatia 

O Fashion Revolution acredita que a capacidade de empatia coletiva é fortalecida pela experiência global compartilhada e convida todas e todos a questionar #QuemFezMinhasRoupas? e #DoQueSãoFeitasMinhasRoupas. 

O movimento incentiva que consumidoras e consumidores exijam das marcas de moda proteção e suporte a trabalhadoras e trabalhadores da cadeia produtiva. 

É preciso usar do privilégio de ficar em casa nesse momento, que deveria ser um direito de todas e todos, para amplificar as vozes da revolução da moda. É urgente promover ações coletivas para fortalecer a luta por uma cadeia de moda mais justa.

Impactos sociais 

Em Bangladesh, país que ocupa a posição de segundo maior produtor global de itens de vestuário, a revista Forbes calculou quase 3 bilhões de dólares de pedidos cancelados. A situação local é considerada apocalíptica, pois além do alto nível de desemprego, as condições precárias de moradia, sem acesso à água potável, a itens de higiene e a saneamento básico, não favorecem o distanciamento social. 

No Brasil a realidade não é tão diferente. Pedidos cancelados, fábricas paralisadas e muitos trabalhadoras e trabalhadores impossibilitados de produzir, em uma realidade na qual  muitos dependem da produção diária para se alimentar.

Respeito ao distanciamento social 

De acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e dos governos estaduais e do Distrito Federal, a sociedade brasileira tem cumprido, na medida do possível, o distanciamento social. 

O objetivo do distanciamento social é reduzir a velocidade de disseminação do novo coronavírus. É crucial achatar a curva de disseminação da Covid-19 para preservar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Revolução digital

Acompanhe a programação de atividades da Semana Fashion Revolution em todo o país no hotsite Semana Fashion Revolution e siga os canais nas redes para mais informações.

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Para saber mais

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